25 de julho de 2011

Os jovens e as Redes Sociais - NJovem

O NJovem (Núcleo Jovem), da Editora Abril, divulgou recentemente sua última pesquisa sobre jovens e redes sociais.



Vale a pena conferir e fazer download da pesquisa nesse link.

Algumas das conclusões:

- Tanto para os jovens na faixa etária entre 15-18 anos quanto para aqueles entre 19-24 anos, as redes sociais são utilizadas como meios para busca de informação, atualização;
- Para 55% dos jovens entre 15-18 anos as redes sociais servem para fazer novas amizades;
- Facebook é para games, jogos, aplicativos; Twitter é para informação;
- Twitter é a rede social preferida para ambas as faixas etárias;
- 80% têm medo de roubo de informações e dados pessoais de seus perfis nas redes sociais;
- Os jovens usam as redes sociais para pesquisar produtos antes de comprar, mas não compram motivados por anúncios nas redes;
- Ler críticas nas redes sociais influencia a opinião deles.

We are the Future. Será?

É um vídeo feito por adultos. Editado por adultos. E certamente escrito por adultos que trabalham para institutos de pesquisas e departamentos de empresas de Marketing interessadas em nos fazer acreditar que o futuro será dessa forma.
Ainda assim, há por trás de todas essas palavras ensaiadas uma reflexão: para onde caminha o consumo? Como essas crianças das chamadas geração Z (nascidos entre 1995 e 2009) e geração Alfa (nascidos a partir de 2010) estão sendo apresentadas ao consumo hoje e como isso se refletirá num futuro próximo?

23 de julho de 2011

Uma amizade pode se tornar inimizade por causa das redes sociais?

A propósito da minha pesquisa de Mestrado, ouço com frequência das pessoas e observo comentários no Facebook afirmando que a rede social aproximou mais os amigos. Amigos que não se viam com tanta frequência, amigos sumidos desde os tempos da escola até os amigos do dia a dia. 

Na minha opinião, a definição de amizade (de amigo) para as redes sociais ainda é muito obscura. Já ouvi falar de contatos, conexões, fãs, audiência, colegas, enfim, das denominações mais variadas. Mas no Facebook todos estão agrupados sob a forma de amigos. Afinal, são solicitações de amizade que você recebe e envia na rede social mais famosa e popular do mundo atualmente.

Mas essa mesma rede que aproxima poderia também afastar? Com a facilidade de um clique é possível excluir um "amigo" do Facebook tão fácil quanto ele foi adicionado. E por quais razões você excluiria um amigo da sua rede? Essa semana, comentei com uns amigos que desde que incluí as timelines (Facebook e Twitter) na minha lifetime tenho pouco tempo a perder com asneiras, baboseiras e informações desnecessárias que tomam meu tempo on-line.

Não só porque teria pouco tempo para perder com coisas desinteressantes, mas em muitos casos porque nossos amigos nos premiam diariamente com uma extrema falta de conteúdo. Eles não têm o que dizer e optam pelo mais óbvio, como "bom dia", "boa tarde", "boa noite", "to na cama", "vou deitar", "está frio", "está quente" etc etc etc. Não que isso não possa ser dito - afinal, não existe um manual de uso das redes sociais. Eu também tenho a opção de bloquear, excluir ou nem aceitar um pedido de amizade de uma pessoa que já sei que age dessa forma ou já considerava chato.

Mas não, não é só isso. O xis da questão está justamente aí: alguns desses amigos que aceitei não eram tão chatos quanto eu imaginava; eu os conhecia (ou conheço) pessoalmente, mas não poderia prever que eles fossem agir dessa maneira na rede. A impressão que eu tinha de algumas dessas pessoas era, em alguns casos, diferente. Já bati um papo, tomei uma cerveja, com alguns até trabalhei na mesma empresa. Mas, como estamos todos perdidos, ainda sem muitas definições da finalidade a que se presta o Facebook, por exemplo, tem gente que escreve o que quer e acaba colhendo o que não quer: uma INImizade.

Veja o exemplo abaixo:
(apaguei os nomes e fotos dos autores para preservar a identidade dos atores nessas interações)


Se você observar bem, nem é dos piores casos. Afinal, em cinco dias a pessoa publicou em seu mural apenas cinco vezes. Mas o que você acha de uma pessoa que todo dia posta pra você um "bom dia"? Gentil, educado, amável, fofinho? Sim, é possível. Mas, como tudo na vida tem dois lados, chato também. 

Ninguém determinou (até hoje) o que pode e o que não pode ser publicado ali no mural, mas diante das centenas de contatos e amigos que adicionamos diariamente no Facebook, uma postura dessa pode até irritar. Sabe aquele ditado, "em boca fechada não entra mosca" ou "se não tem o que dizer, é melhor ficar calado"? Pois bem, para os casos de alguns amigos esses ditados se encaixariam perfeitamente.

Para cada uma das situações reclamadas aqui, nós poderíamos encontrar uma alternativa: não quer ler bobeira, bloqueia, exclui, não aceita; os mais radicais até diriam: sai do Face, po#r$r@!! deleta sua conta!
Mas onde quero chegar? O ponto onde quero chegar é o conteúdo. Ok, nós já aprendemos a nos conectar nas redes sociais, estamos ligados, "próximos" uns dos outros, mesmo que através somente da fibra ótica. Criamos, através das redes, uma relação on-line que nos mantém em contato incessantemente uns com os outros. Mas e o que temos a compartilhar nas 24 horas em que estamos juntos? Sinceramente, ainda não sei.

Não sei qual a resposta mais adequada, nem se ela existe. Mas temos pouca coisa útil pra compartilhar atualmente, pelo menos grande parte dos nossos amigos. Você consegue perceber que aquela nossa relação de amizade, em que os amigos se falavam de vez em quando, contavam novidades, ligavam, marcavam um chopp ou até se viam diariamente está sendo substituída pela conexão ininterruptamente on-line das redes sociais?

Esse post poderia render muita discussão, mas para não deixar muito longo, vou parar por aqui. Prossigamos nos comentários.

16 de junho de 2011

Tem certeza de que ainda não sabe pra que serve o Twitter? Me tornei professor universitário através dele. Quer saber como?

Ainda tem gente que está perdida, desorientada e não sabe bem o que fazer nas redes sociais (Facebook, Orkut, Twitter, LinkedIn etc). Já vi gente expondo sua privacidade sem a menor cerimônia; gente que faz questão de dizer a todo tempo onde está, com quem, o que está fazendo; gente que vive brincando com pegadinhas e joguinhos irritantes de perguntas e respostas até gente que está tentando criar uma imagem de pessoa inteligente, cult, antendada com as páginas que curte e as comunidades de que participa - esses seriam símbolos da sua personalidade on-line. (será que existe personalidade on-line?) E, claro, ainda temos muitas dúvidas sobre a finalidade de algumas delas, acredito que principalmente o Twitter. Afinal, dizer o que? pra quem? em 140 caracteres? Eu fiz algumas escolhas sobre o quero fazer com meus perfis e o que quero compartilhar com minhas conexões neles. E estou sabendo usar bem o Twitter. Prova disso é que acabei de ser aprovado num processo de recrutamento através de uma seleção que começou no Twitter e envolveu análise dos meus perfis on-line.

O que você compartilha nos seus perfis? O que costuma mostrar para seus amigos ou conexões nas redes sociais? A revista Você S/A do mês de junho traz uma matéria de capa interessante sobre as mudanças na dinâmica do trabalho e das relações pessoais e profissionais através das conexões que estabelecemos nas redes sociais (on-line off-line) e como isso vai definir quem somos e onde podemos chegar. Resumindo: cuidado! Reputação, Reciprocidade e Respeito são as palavras-chave para se conseguir sucesso pessoal e profissional nos próximos anos. Recomendo a leitura!

Mas voltando ao meu caso... Confesso que no início, quando comecei a usar Twitter, também tive muitas dúvidas sobre o que dizer, quem seguir, por que, usar perfil aberto ou fechado, seguir quem me segue, enfim... Dúvidas comuns que para muitas pessoas ainda não foram respondidas. Aos poucos, fui percebendo que o Twitter poderia ser uma excelente ferramenta para auxiliar minha pesquisa de mestrado se eu seguisse pesquisadores, professores, profissionais de mercado, estudiosos, universidades e quem mais pudesse me trazer informações relevantes. E descobri que ter relevância e querer compartilhar são os pontos altos dessa ferramenta. Tem muita gente com conteúdo relevante querendo compartilhar o que sabe. Pronto! Era assim que gostaria de ser percebido, alguém com conhecimento relevante para compartilhar com meus seguidores.

E foi o que fiz: deixei de usar o Twitter para dizer onde eu estava para passar a compartilhar o conhecimento que tenho acumulando com minha pesquisa, minhas leituras, buscas, o que recebo de outros perfis que sigo (retweets) etc. E desse jeito, em janeiro, li num tweet um chamado para inscrições num processo de seleção para professores universitários. Enviei meu currículo junto com login do Twitter e links do Facebook e desse blog. Quando menos esperava, recebi a primeira resposta, quatro meses depois, perguntando em quais disciplinas listadas naquela mensagem me sentia seguro e confortável para lecionar de acordo com minha formação e experiência profissional. Depois de respondido o email, recebi a próxima mensagem informando que estava pré-aprovado, que precisava responder ainda algumas perguntas, o que fiz imediatamente. Por fim, semana passada recebi a confirmação: parabéns! Você foi aprovado! faz parte do nosso corpo docente.

E foi assim que me tornei professor dos cursos de MBA e Pós-MBA da FGV. Anteontem ocorreu o primeiro encontro presencial entre todos os professores selecionados e os coordenadores do curso. Eles explicaram que levaram em consideração experiência profissional, formação acadêmica, relação da atividade atual com a disciplina a lecionar, entre outros quesitos. E o Twitter nisso? Bem, o Twitter foi onde tudo começou e o que ajudou a mostrar, através do que compartilhava, um pouco da minha reputação, interesses, conhecimentos etc. Além disso, a informação de que estavam selecionando professores veio de um professor do qual sou seguidor, que escolhi seguir porque ele diz muito do que me interessa. Não, não estou afirmando que apenas o Twitter determinou minha escolha, mas quem sou on-line mostrou parte do meu currículo, o que só foi possível a partir do momento em que decidi que usaria aquela ferramenta para experiências profissionais. Sim, um perfil on-line pode ser uma farsa, você pode me dizer. Mas uma farsa não se sustenta por muito tempo, a credibilidade de um perfil fake ou de alguém que não é on-line o que de fato é off-line é perceptível com algum tempo de observação (qualquer um pode desenvolver esse olhar, basta prestar atenção durante um período no comportamento dos seus amigos no Facebook; logo, você encontra quem diz o que interessa e quem não faz a menor diferença ali). E, claro, minha experiência comprovada através do currículo complementou o que antes poderia ser apenas dúvida.

É isso! A mensagem que eu queria passar aqui é essa: atenção às conexões! Redes sociais (on-line e off-line) não são apenas networking, círculos de amizade, indicações ou QI (Quem Indica). Redes sociais são mantidas através daqueles 3R's: Reputação, Reciprocidade e Respeito. Como você anda aplicando esses conceitos nas ferramentas de redes sociais on-line, por exemplo (Facebook, Orkut, Twitter...)?
Em breve dou mais detalhes sobre os cursos em que serei professor na FGV. Aguardem!

13 de junho de 2011

Manual de etiqueta no Facebook, de Dagomir Marquezi

Em tempos de todos falando pra todos, confusão entre público e privado, invasão e exposição da privacidade nas redes sociais, esse texto do Dagomir Marquezi na  Revista Info de maio é dos melhores que já li a respeito de uma postura "adequada" no Facebook.

Tudo bem que chamar isso de manual pode ser demais, um excesso, porque ainda temos muito para aprender e descobrir nas redes sociais. Mas que o texto tem boas recomendações, ah, isso tem! Pode servir de apoio para algumas pessoas entenderem um pouco de uma das finalidades do Facebook. Quem tiver outras sugestões, por favor, compartilhe. Deve ser útil especialmente pra quem está chegando na rede agora.

Desculpe o mal jeito aí com as imagens, mas é que printei em duas partes e coloquei aqui. Na versão da Revista Info para iPad ainda não tem a opção de compartilhar os colunistas, infelizmente. Já passei essa dica pra eles.

12 de junho de 2011

A (des)usabilidade de um aplicativo para iPhone

Na semana passada estive em São Paulo e, na volta ao Rio, percebi que me atrasaria para chegar ao aeroporto porque faltava pouco mais de duas horas para o embarque e eu ainda estava almoçando. A propósito, um delicioso almoço em restaurante italiano em Higienópolis.

Foi então que decidi usar pela primeira vez o aplicativo da Gol para iPhone que permite fazer check-in, desde que com mais de uma hora de antecedência do vôo. Sim, faltava mais de uma hora, quase duas. Check-in feito, tudo perfeito, fácil, passagens identificadas pelo código localizador. Ao final, o app exibe uma imagem (em formato QR Code) que deveria servir como código de barras do bilhete de embarque. É daquelas coisas que a gente para e pensa: que bom que existe tecnologia! Que bom que Deus inventou o iPhone!

Mas, chegando ao aeroporto, fui correndo para o embarque, celular em punho, códigos na tela para ser lido pelo leitor de código de barras na entrada da área de embarque. Eis que a funcionária da Infraero olha para o celular e diz: você vai ter que imprimir o bilhete numa das máquinas de auto-atendimento da companhia. Nesse momento faltavam pouco mais de trinta minutos para o horário previsto de decolagem do avião (a Gol informa que quando é feito o web check-in - celular ou internet - o cliente pode chegar com até quarenta minutos de antecedência) quando me vi diante de um impasse: reclamo e bato pé ou vou ao terminal de auto-atendimento? Logo vieram outras pessoas na mesma situação em que eu estava, todas com check-in feito pelo celular e tendo que imprimir o bilhete. Isso porque, segundo o atendente da Gol que passava no local e foi cercado por nós naquele momento, "a Gol evoluiu, mas a Infraero, não". E quem paga? O cliente! Eu, claro. 

Pergunta: Gol e Infraero não se falam? Estão de mal? Brigaram? Falta comunicação? Por que criar um app se os aeroportos não estão preparados para ler o tal código na tela do aparelho? Se é pre dizer que é uma empresa moderna, de vanguarda, esqueça! Minha impressão foi contrária, a sensação é de que fui enganado, que quiseram me passar pra trás, me fazer perder mais tempo do que já perdemos em aeroportos com atrasos e vôos cancelados.

Por outro lado, tenho dois outros aplicativos no iPhone que são extremamente úteis e funcionais. Um deles é do Ingresso.com, onde a facilidade pra comprar ingressos de cinema me encanta e já fidelizou. Outro é o app do Itaú. Adoro e não largo mais! É tão simples, tão fácil de usar. Na semana passada fiz uma transferência entre contas Itaú e me surpreendi mais uma vez: rápido, seguro e transferência no mesmo instante.

7 de junho de 2011

Facebook e Twitter proibidos na França!

A França proibiu a citação às redes sociais Facebook e Twitter em qualquer mídia (impressa, televisiva etc) por considerar que se trata de publicidade, violando uma proibição prevista em suas leis. Na minha opinião, não é uma proibição como essa que vai reduzir o tráfego ou a busca por conteúdo nas redes sobre uma determinada marca, canal de TV, jornal, rádio ou qualquer coisa assim. Acho que isso já está em todos nós há algum tempo, é uma relação transmídia que estamos plantando e começando a colher os frutos. As empresas principalmente já perceberam esse instinto em nós e estão colaborando para essa multiplicidade de plataformas para um mesmo produto.

Para se ter uma ideia, basta acompanhar os números de audiência dos sites das novelas da Globo. Li um tempo atrás na coluna da Patricia Kogut que o site de Insensato Coração, atual novela das 21h, de Gilberto Braga, bateu recordes de audiência, superando outros sites de novelas e programas também da emissora. Estamos nos acostumando a conhecer pela TV um personagem, uma trama e depois, através do Google e das redes sociais, buscar mais conteúdo, mais informações, detalhes a respeito daquilo com o que nos envolvemos. Tudo bem que estou falando de uma novela, e as novelas no Brasil nem indicam para o público que há mais conteúdo disponível em sites e portais oficiais das emissoras, o que comprova ainda mais que esse interesse é do indivíduo. Mas no caso de telejornais, por exemplo, eu adoro quando encontro a possibilidade de completar o que ouvi com vídeos, mais entrevistas, fotos, links relacionados àquele assunto. É do indivíduo e é das possibilidades que a tecnologia nos oferece com ferramentas de buscas e redes sociais.

Leia abaixo a íntegra da notícia publicada pelo Portal Terra:

"As autoridades francesas proibiram redes de televisão e rádios de usar frases de promoção como "Nos procure no Facebook" ou "Siga-nos no Twitter". A proibição foi adotada no dia 27 de maio em resposta à consulta de uma emissora, mas passou quase despercebida nos meios de comunicação tradicionais até que os blogueiros começaram a criticar a lei.

O Conselho Superior de Audiovisual da França alega que a menção das redes sociais pelo nome pode violar uma proibição francesa à publicidade disfarçada por meio de mídias eletrônicas.

A assessoria de imprensa do conselho disse à agência Associated Press que recomendou aos meios de comunicação de massa que usem o termo genérico "mídias sociais", quando se referirem a alguma promoção de ofertas online, e que se refiram ao Twitter e Facebook somente quando uma reportagem ou programa faça uma referência bastante específica.

Muitos blogueiros franceses não só criticaram a regulamentação, mas também a ridicularizaram."

1 de junho de 2011

Afinal, no Facebook a gente tem amigos ou quê?


Minha pesquisa de Mestrado é sobre a amizade nas redes sociais, uma dúvida sobre como estamos levando para o on-line essa relação que sempre pertenceu ao off-line. A amizade, esse sentimento e uma relação que se constrói ao longo de anos, próximo das pessoas que chamamos de amigos, aquelas com quem identificamos afinidades, gostos, prazeres etc. 

Não necessariamente pra galera mais jovem, o pessoal que hoje já nasce teclando com as duas mãos e que está se relacionando com amigos pelas redes sociais. Adicionam amigos ao invés de os conhecerem, fazem conexões ao invés de encontrarem pessoas. Esse pessoal pode considerar amigo qualquer um que é adicionado as suas redes sociais. Impressão minha, não sei se você concorda.

Adicionar um desconhecido no Orkut não é ruim, pelo contrário, é mais um amigo, mais uma conexão. Aceitar pedidos de amizade on-line de pessoas de outras cidades, outros países, qual o problema? Mas o cerne da questão é esse: quem são essas pessoas que eles - e nós também (mesmo todos que já passamos da adolescência) - estão adicionando como amigos, considerando como tal? Afinal, nas redes sociais a gente tem amigos, contatos, conexões ou quê?

Eu já ouvi e já vi de tudo. De gente que só aceita contato com aqueles com quem têm algum tipo de relação no off-line até gente que aceita adicionar qualquer pessoa, tendo ou não razão pra isso. No meu caso, costumo adicionar no Facebook, por exemplo, apenas pessoas com quem tenho ou já tive algum tipo de relação mais próxima, mesmo usando pouco a rede para exposição da vida pessoal. No Twitter, permito que qualquer pessoa me siga, acho bom pra visibilidade, especialmente porque tem relação com meu trabalho. Confesso, no Facebook estou recusando gente que se acha próxima ou que me viu uma vez ou nunca e já se acha assim, assim, sei lá, amigo. Coisa estranha! 

Mas conheço gente que costuma avaliar por semanas e semanas se aceita um pedido de amizade no Facebook. E tem aqueles que restringem a rede ao mesmo círculo de amizades e relações que já possuem na "vida real". Mas aí voltamos à pergunta: afinal, redes sociais servem a que propósito? Manter contato só com conhecidos? Conhecer gente nova? Novas relações? E nesse rumo a gente vai acabar entrando em outra discussão. Portanto, voltemos aos amigos no Facebook.

Como pesquisador, tenho que me manter imparcial. Mas o que a gente está vendo (percepção minha, você confirma?) é que as pessoas estão se relacionando nas redes sociais com pessoas até certo grau de proximidade ou relacionamento. Assim, vai dos amigos mais próximos, passando por parentes, amigos de escola, aqueles que não vemos muito até os colegas do trabalho e alguns colegas dos colegas. Isso era como eu estava vendo. Estava até ler essa matéria publicada no Globo, no Segundo Caderno, no último sábado 28/5. 

Não foi nem a questão dos guias culturais que me chamou atenção, mas o fato de que algumas dessas pessoas estão inserindo em suas redes qualquer pessoa que lhe envie um pedido de amizade, como eu fiz com o Alisson Gothz depois que li a matéria (curti a ideia do cara, pedi pra ser seu amigo no Facebook e ele aceitou rapidamente). Eles não estão contando essas pessoas como amigos, mas como uma rede de contatos, um público, uma audiência para divulgar suas ideias, vídeos, fotos, enfim. São guias culturais, referências em determinado assunto para o grande público, são curadores da informação. Selecionam, publicam, indicam e são seguidos por milhares de pessoas. Curioso, não? Afinal, no Facebook a gente tem amigo ou quê?

24 de maio de 2011

Estamos todos obcecados pelo Facebook?

E aí, se identificou?
Eu estou entre aqueles que checam o Facebook quando acordam. E você?

Aardvark? Product Search? Transliteration? Goggles?

Você já ouviu falar nesse produtos? Não? Nem eu até há pouco. São todos produtos da Google, alguns promissores, outros, totalmente desconhecidos.

Aardvark é um mecanismo social de buscas que pertence ao Google desde 2007. Faça uma pergunta (in english) e a ferramenta encontra alguém para respondê-la. O mecanismo se baseia nos tópicos de interesse cadastrados e encontra alguém que responde sua pergunta em poucos minutos. Além disso, você pode adicionar o Aardvark ao Gtalk como amigo para facilitar sempre que quiser fazer novas perguntas.

Outra inovação mais recente da gigante de buscas é o Social Search, comentado na semana passada no blog da Google. É um aprimoramento dos resultados de buscas que vai trazer também o que seus contatos dizem nas redes sociais sobre aquilo que você busca.

O Product Search, ainda não disponível no Brasil, faz comparação de preços de produtos, similar a alguns sites que já conhecemos por aqui. Tem ainda o Archive Search, que consiste no arquivo de milhares de jornais do mundo inteiro desde o século XVIII; o Books Ngram Viewer, com gráficos das palavras mais citadas ao longo dos anos em livros; e o Transliteration para descrever fonemas em diversas línguas.

Desses, na minha opinião, o mais legal deve ser o Goggles, que ainda é quase nada divulgado pela empresa porque está em fase de testes e aperfeiçoamento. Mas com o aplicativo instalado no seu celular, você pode fotografar imagens e ele retorna com informações sobre ela. Por exemplo: você fotografa a capa de um livro, ele traz nome, autor etc. Fotografa uma paisagem, ele traz informações sobre a localização. É quase como um leitor de código de barras. Ele faz buscas a partir das imagens. É como o Shazam, que ouve músicas e traz as informações do artista, álbum, clipes etc.

Essa lista de produtos legais e pouco conhecidos foi divulgada pela Revista Info na semana passada. Quer conferir mais? Clique aqui.

23 de maio de 2011

O que leva você a compartilhar no Facebook?

Qual é o impulso, o motivador que faz você compartilhar um pensamento, uma frase, uma foto, um momento no Facebook?
E o que você espera em troca?

11 de maio de 2011

Assistente de Relacionamento Digital

Procuramos uma pessoa descolada, antenada, com vontade e espírito de equipe.

Os candidatos devem possuir o seguinte perfil:

Pré-requisitos:
 Nível superior completo ou cursando nos cursos das áreas de Humanas, preferencialmente Comunicação (Publicidade, Relações Públicas, Jornalismo, Marketing), Letras ou Administração;
 Desejável conhecimento de Marketing Digital, Relacionamento com Cliente 2.0, Internet e Redes Sociais;
 Experiência anterior com Atendimento e Relacionamento com clientes;
 Descolado com as ferramentas do pacote Office (Word, Excel, Power Point).

Responsabilidades do cargo:
 Atender assinantes e leitores do Globo e Populares por email, telefone ou mídias sociais, com qualidade, presteza e objetividade, visando entregar a solução da reclamação ou atender aos pedidos recebidos;
 Estabelecer uma comunicação única e personalizada com os clientes, independente do assunto que gerou o contato, facilitando o acesso dos consumidores, solucionando reclamações com rapidez e eficiência.
 Ouvir atenta e criticamente os clientes e transformar as informações coletadas em base para desenvolvimento de ações estratégicas;
 Envolver as diversas áreas internas da empresa nas questões trazidas pelos clientes, possibilitando o aperfeiçoamento dos produtos e serviços da Cia;

Competências:
 Paciência, senso de prioridades, criatividade, habilidades de solucionar problemas, ótima fluência verbal e escrita, boa desenvoltura em negociações, bom ouvinte, trabalhe bem sob pressão, adaptável a situações inusitadas, pensar estrategicamente em um ambiente acelerado, atendendo diversas solicitações, boa postura e educação.

Enviar currículo para Romina Zani - romina.zani@infoglobo.com.br até dia 20/05.
 
A vaga é pra trabalhar na equipe que coordeno. Está disposto?,
A Infoglobo é a empresa que publica O Globo, Extra e Expresso.




14 de março de 2011

Dicas para usar melhor o Facebook

No mês passado, a revista Info deu 30 dicas para usar o Facebook, entre configurações de conta, bate-papo e privacidade.
Separei algumas mais legais e úteis. Confere aí!

* O e-mail entrega fotos
Para publicar uma foto no Facebook você nem precisa acessar o site. Todo perfil tem um e-mail próprio, pelo qual é possível enviar imagens diretamente.
Para descobrir qual é o seu, digite Facebook Móvel no campo de busca principal e confira o resultado na parte de baixo, à direita da página carregada.

* Chat sem bicão
Embora seja útil, o Bate-papo do Facebook também pode ser fonte de chateação. Muitas vezes você entra só prara dar uma olhadinha no status e já aparece alguém querendo jogar conversa fora. Para evitar os tagarelas, sem desativar o mensageiro, crie uma lista com as pessoas com quem você realmente deseja falar e apareça off-line para os demais. 
Faça isso clicando sobre a opção Lista de amigos > Criar uma nova lista. Depois de dar um nome para essa seleção de amigos, passe o mouse sobre ela e clique em Editar. Na janela que surgirá, digite o nome dos seus amigos e clique em Salvar Lista. Depois disso, ao lado de cada lista haverá um botão que decide se você vai aparecer ou não para eles.

* Encontre o José da Silva
É possível aprimorar os resultados do buscador interno do Facebook com operadores espaciais. Assim, você economiza tempo e vai direto ao seu objetivo. Para encontrar alguém com um nome muito comum, como José da Silva, use os operadores y1 e y2, que definem a idade mínima e máxima da pessoa. A pesquisa ficaria assim: name: José da Silva y1:22 Y2:28

* Conta vigiada 24 horas
Dá pra saber quando e onde a sua conta do Facebook foi acessada pela última vez. Acesse Conta > Configurações de conta > Segurança da conta. Você verá uma lista das máquinas que acessaram sua conta, com direito a detalhes como o IP e o navegador usado. É possível até programar um alarme via SMS para acessos indevidos.

* Perfil vira passaporte
Rapidamente as contas do Facebook se tornaram um passaporte universal para postar comentários em diversos sites. Se você tem um site ou blog, pode usar esse recurso ao instalar o plug-in Intense Debate (http://abr.io/JSw). Compatível com Wordpress, Blogger e Tumblr, o serviço permite que seus visitantes usem contas da rede social para deixar comentários e espalhar seu conteúdo por aí.

* Customização profunda
Cansado de olhar sempre para a mesma cara azul e branca do Facebook? Instale o Greasemonkey (http://abr.io/JWU) no Firefox e altere tudo o que você quiser na rede social. O plug-in tem mais de 500 códigos para Facebook no site http://userscripts.org. Ao carregar a página com o Greasemonkey ativado, esses códigos alteram funcionalidades da rede social que vão do local dos menus até a aparência dos anúncios (que podem até sumir se você quiser).

* Faça Backup de tudo
Quer guardar todos os seus posts, fotos e configurações do Facebook? O backup é fácil e rápido. Basta acessar Configurações de conta > Download de suas informações. Você deverá informar sua senha de acesso e solicitar um link para baixar o arquivo de backup. Esse endereço é enviado por e-mail e demora alguns minutos para chegar. Depois disso, é só baixar a cópia de segurança do seu perfil. Em média, o arquivo tem entre 5MB e 10MB, dependendo da quantidade de informação da conta.

Fonte: Info - Fevereiro 2011 nº300 - Editora Abril

22 de fevereiro de 2011

Você conhece o primeiro vídeo do YouTube?

Não é nenhum clássico, talvez você nunca tenha ouvido falar!


O primeiro vídeo postado no YouTube é de um dos fundadores do site, Yakov Lapitsky, no Zoo de San Diego, comentando o quanto acha grande as trombas dos elefantes que ele vê na jaula.

Desde 23 de abril de 2005, quando foi postado, até hoje o vídeo já foi visto mais de 4.352.892 vezes!


E o vídeo mais assitido, você sabe qual é?
Charlie bit my finger!


É esse aí. Você já deve ter visto. Se ainda não viu, aperta o play!
Esse videozinho simpático do bebezinho mordendo o dedo do irmãozinho dele foi visto mais de 283 milhões de vezes!

Fonte: Mashable

Walkman ou iPod?

Sir Howard Stringer, CEO da Sony, primeiro presidente não-japonês da companhia, diz em entrevista que a Apple é uma butique sofisticada, mas que quem revolucionou a forma de ouvir música foi a Sony, com o Walkman, não a Apple, com o iPod.


Vale a pena assistir a essa entrevista que foi ao ar no Espaço Aberto, da Globo News. http://glo.bo/fGn4vN

Configurando amizades no Facebook

Li a nota que circula no Facebook há alguns dias sobre a configuração automática do mural para mostrar apenas feeds de notícias dos amigos com quem interagimos com mais frequência. Uns contestam, acham um absurdo esconder o que fazem a maior parte de seus amigos. Outros, muito poucos, aliás, quase ninguém, não viram nada demais na novidade. Mas por que ninguém se deu conta disso antes?
 
Nas redes sociais a gente quase que se sente ao lado dos nossos amigos e conhecidos incessantemente, sabemos o que estão fazendo a todo instante, onde estão e para onde estão indo, de onde estão voltando, vemos suas fotos, de suas famílias, de seus amigos e dos amigos dos seus amigos. Enfim, se antes para saber disso tudo você precisava ligar para um amigo, bater um papo, mandar um email, perder um tempo para iniciar um diálogo, ir atrás do que eles estavam fazendo, hoje você não tem escolha, seus amigos estão lhe dizendo o tempo todo o que estão fazendo e onde. E você, de certa forma, chega até a criar uma "paranóia" porque não consegue acompanhar "all the time" tudo que eles estão postando nas redes sociais. É claro que não é assim com todos. Como classifica Charlene Li, nas redes sociais existem os criadores, os participantes, os espectadores e até os inativos.
 
Mas quem consegue acompanhar o que nossas centenas de amigos dizem e fazem no Facebook o tempo inteiro, 24 horas por dia? Todos os seus comentários, seus links, fotos, "curtir"!? Antes disso, são mesmo nossos amigos? Por que estamos tão interessados em saber o que todas essas pessoas, algumas delas das quais ouvíamos falar raramente, estão fazendo agora? Para quê? Eu não tenho uma resposta em definitivo, mas voyeurismo não é uma coisa recente, existe há séculos.
 
Por um lado, é mesmo uma atitude estranha, pouco compreensível para com a maior rede social do mundo que eles tenham escondido da gente essa opção de configuração, sem sequer nos dizer que ela existia, explicar que seria possível escolher entre mostrar as atividades recentes de todos ou apenas dos amigos com quem mais interagimos. Mas até então ninguém tinha sentido falta dessa opção. Tudo bem, algumas pessoas comentaram, sim, ouvi uns e outros dizendo que achavam estranho que muitos de seus amigos pouco interagiam, não apareciam por ali apesar de terem perfil ativo. Mas vida que segue, vamos em frente, continuamos usando e abusando do Facebook, curtindo, vibrando, compartilhando etc etc etc.
 
A atitude pode até ser arrogante, mas o Facebook fez on-line o que, quase invariavelmente, fazemos no off-line: nós interagimos com frequência com poucos, pouquíssimos daqueles amigos conectatdos na rede. Aí você pode me dizer: não interessa, interajo pouco no off-line, mas a rede social é exatamente para que eu possa interagir mais com todos. Depende. Depende do que você chama de interação.
 
Para uma galera, talvez o pessoal na faixa dos 35 anos, interagir tem mais a ver com se encontrar, ver um amigo, beber uma cerveja num bar e as redes sociais servem para fortalecer laços que surgiram no off-line, aproximam no on-line e permitem maior "proximidade" para trocar ideias pessoal ou virtualmente. Para uma outra galera, certamente os mais novinhos, interagir pode ser um "curtir", um bate papo no próprio Facebook, um comentário no post do outro, uma marcação na foto de alguém. Enfim, tirem suas próprias conclusões sobre o que seja interagir. Para mim, a configuração no Facebook está mais para o primeiro grupo, afinal, mesmo com centenas de amigos nunca vamos conseguir interagir com todos eles. Então, pode ser melhor e mais proveitoso saber o que fazem nossos amigos mais "próximos", com quem trocamos ideias on-line, nos encontramos de vez em quando, isso é, se são essas as mesmas pessoas com quem mais interagimos também nas redes sociais. Mas isso aqui é tudo e apenas especulação, você pode contribuir com a sua opinião. Diz aí, o que você acha?

Por que a Antropologia, não a Engenharia? O perfil do profissional de Mídias Sociais

Publicado no blog Mídias Sociais, em 24 de janeiro, o post Social Media e Antropologia do Consumo: o nascimento de um novo perfil profissional, parece mais um daqueles de alguém puxando a sardinha pro seu lado na hora de defender a quem cabe o direito sobre certa atividade. Muito parecido com a "briga" entre jornalistas e relações públicas a respeito de quem cuida da assessoria de imprensa.

A autora, cientista social que atualmente está cursando especialização, onde desenvolve uma pesquisa no campo da antropologia, chama a atenção da oportunidade que surge para profissionais dessa área, mais especificamente aqueles que trabalham com antropologia do consumo. Concordo até certa parte do texto com o ponto de vista dela quando discorre sobre as características de um antropólogo e seu método etnográfico atuando nas redes sociais para entender o comportamento do consumidor e um pouco da relação das pessoas nas redes sociais. Mas julgo radical a opção por dizer que o post, reduzido e restrito a tal área de atuação do conhecimento, possa contribuir para a discussão sobre o perfil do profissional habilitado para trabalhar com mídias sociais e os contornos que o mercado está tomando. Trata-se de uma opinião particular, nada contra a antropologia, o consumo, as Ciências Sociais, tampouco a autora. O objetivo aqui é demonstrar que, para mim, faltou dizer muita coisa sobre as competências desse "novo profissional" e os rumos do mercado nessa área.

Para começar, por que chamá-lo de "novo profissional? Esse profissional já está no mercado faz tempo. Assistente ou analista de redes sociais, gerente de redes sociais, gerente de novas mídias, não importa como se chama. Grande parte desses cargos hoje é ocupada por jornalistas, publicitários, relações públicas, administradores e até engenheiros. O que esses profissionais fizeram que os levaram aos atuais cargos foi não parar de se atualizar, de se informar, buscar conhecimento, familiaridade com novas tecnologias. Primeiro em suas áreas, depois, estendendo aos poucos um conjunto dessas habilidades, somadas às de suas formações, a outras áreas das empresa. E assim, as companhias encontraram em seus quadros pessoas com as competências e qualidades necessárias para assumir tais cargos.

É fato, as empresas estão mesmo buscando profissionais de Comunicação principalmente para cargos na área de mídias sociais. Ou colocando em uma área tão estratégica como essa pessoas que são apenas usuários mais ativos nas redes sociais. Erros. Gravíssimos. Não é necessário restringir a formação desse profissional, afinal, outras áreas podem contribuir tanto quanto as áreas de Comunicação, depende mais do profissional do que exclusivamente de sua formação. E colocar numa posição de analista ou gerente de mídias sociais um usuário que lida bem com vários perfis nas redes é pior ainda. Essa pessoa pode saber tudo sobre as funcionalidades dos sites de relacionamento, mas nem sempre sabe com que estratégia se deve agir para dialogar com clientes. Conheço muitos casos assim. Verdadeiros desastres. Como mesmo disse a autora, os perfis e sites nas redes sociais de empresas que fazem isso servem única e exclusivamente para dizer "bom dia", "boa tarde", "boa noite" ou divulgar promoções. Interação? Diálogo? Ouvir? Longe disso...

É preciso levar em consideração que um profissional que lida com redes sociais deveria compreender bem o que se passa por trás daquelas conexões, "amizades", relações, conteúdos gerados por usuários. Seria importante conhecer as implicações das relações humanas com os computadores, dos computadores entre eles e dos indivíduos com os indivíduos através dos computadores. Assim, não basta que seja um antropólogo, um cientista social ou um relações públicas, é necessário que seja um pesquisador nato, um curioso, uma pessoa atenta, interessada em tecnologia e que consiga ligar o conhecimento científico às práticas de mercado. Conhecimento científico para entender as estruturas das redes, suas finalidades, conexões, afinal, redes sociais existem antes da Internet. E práticas de mercado porque, como disse a autora do texto, conhecimentos sobre atendimento a clientes e relacionamento são fundamentais nessa área.

Acredito que o profissional que está se formando para trabalhar com mídias sociais deve ter a perspectiva não apenas antropológica, pois essa é somente uma das abordagens para atuar nesse campo. Ele deve, sim, ter a visão do todo, ou seja, enxergar Administração, Comunicação, Linguagens, Matemática, Estatística, Sociologia e Psicologia em toda a estrutura das redes sociais, suas conexões e atores sociais que fazem parte do meio (leia-se como atores sociais representações ou construções identitárias - RECUERO, 2001 - ou seja, a representação on-line de cada indivíduo, que pode ser desde um perfil no Orkut, no Facebook, no Twitter ou um site, weblog, fotolog etc). A questão que se põe é a seguinte: onde encontrar um profissional com uma formação tão vasta e completa assim? As universidade estão longe de formar esses profissionais, de capacitar as pessoas para abarcar conhecimento em vez de teorias. Logo, surge aí uma lacuna no mercado: formar e capacitar pessoas para assumir cargos ligados às mídias sociais.

Quanto ao método para investigação nas redes sociais, ele não precisa ser necessariamente a etnografia, dominada pelos antropólogos. Já existe um tipo de observação para a Internet chamado "netnografia" (nethnography = net + ethnography). O neologismo foi originalmente cunhado por um grupo de pesquisadores/as norte-americanos/as, Bishop, Star, Neumann, Ignacio, Sandusky & Schatz, em 1995, para descrever um desafio metodológico no trato com esses materiais: preservar os detalhes ricos da observação e campo etnográfico usando o meio eletrônico para "seguir os atores" (BRAGA, 2008). Não vou entrar em detalhes sobre a netnografia, mas resumidamente seria uma maneira de observar as pessoas e seus rastros na internet, o que é possível pelo histórico dos atores que nunca é apagado nas redes, salvo raras exceções. Mas se você quiser mais detalhes sobre a técnica, leia o livro da professora Adriana Braga que indico no final como bibliografia.

Bem, eu poderia estender esse post numa longa discussão ainda, mas prefiro voltar aqui outras vezes e trocar ideias com vocês, ouvir suas opiniões antes de seguir. Ainda gostaria de falar mais da questão da interação mediada por computador, dos atores e elementos nas redes sociais, sobre o que faz o profissional que trabalha hoje com mídias sociais (que na minha opinião é bem diferente do que disse a autora daquele texto, quando afirmou que "basicamente fazem criação de conteúdo e monitoramento de redes sociais"), enfim. Tem muita oportunidade e discussão pela frente. Volto outras vezes pra seguirmos juntos.

BRAGA, Adriana. Personas materno-eletrônicas: feminilidade e interação no Blog Mothern. Porto Alegre: Sulina, 2008

RECUERO, Raquel. Redes Sociais na Internet. Porto Alegre: Sulina, 2008.

Rede Social para freelancers

SuperTau é o nome da mais recente rede social cujo objetivo é conectar gente em busca de freela com empresas e outras pessoas que buscam talentos para oportunidades de trabalho.


O site combina rede social, mercado de trabalho e técnicas de RH para colocar em contato pessoas e projetos, destacando os conhecimentos valiosos e a experiência que as pessoas têm mas que nem sempre são bem explorados porque não sabem como e a quem oferecê-los.

Na rede criada para freelancers, fica mais fácil ao ofertante de um trabalho fragmentar as tarefas de seu projeto para que qualquer pessoa possa executá-las, tornando mais simples encontrar quem esteja disponível e disposto a aceitar a proposta. O site também tem um esquema de avaliação: tanto quem contrata quanto quem é contratado podem avaliar a empresa/projeto e o profissional, que fica visível para os usuários da rede social.

A rede até agora tem pouco menos de dois mil usuários, mas como tudo que é rede social tem a capacidade de ao menos gerar curiosidade, principalmente no Brasil, vale a pena, para você que busca uns freelas, criar seu perfil e ficar ligado na evolução das conexões nesse site.

UOL é a mais citada nas redes sociais

Pesquisa recente realizada pela Miti Inteligência concluiu que a UOL é a empresa mais citada no Twitter e no Facebook.
 
No entanto, enquanto a TAM se destaca como a empresa com maior número de citações negativas, não se sabe qual o percentual de menções positivas e negativas da UOL. Oi? Como assim? Estranho...


O levantamento foi feito entre as 18 melhores empresas de 2010 do ranking feito anualmente pela revista Exame. Dentre outras coisas, o resultado da pesquisa mostra que a TAM é a segunda empresa mais citada nas redes.

Internet supera TV em consumo de notícias nos EUA

Pesquisa recente realizada pelo Pew Research Center concluiu que a internet já é o principal meio de consumo de informação de americanos entre 18 e 29 anos.

Em 2010, 65% das pessoas com menos de 30 anos citaram a internet como sua principal fonte de informação, praticamente dobrando o percentual do resultado da pesquisa de 2007 que foi de 34%. Já o número de pessoas que citou a televisão caiu de 68% para 52% nesse mesmo período.

Dentre as 1500 pessoas, em todas as faixas de idade, que responderam à pesquisa, 41% citaram a internet como principal meio de consumo de notícias nacionais e internacionais, um aumento de 17% em relação a 2007. Naquele ano, 74% citaram a televisão. Em 2010, esse percentual caiu para 66%, indicando que a internet cresce entre outras faixas de idade.

Na faixa entre 30 a 59 anos de idade, a internet respondia por 32% e em 2010 chegou a 48%. Enquanto isso, a televisão como fonte principal de informação foi de 71% para 63% na pesquisa mais recente. Já para aqueles entre 51 e 64 anos de idade, o percentual dos que usam a TV para se informar manteve-se praticamente inalterado, algo em torno de 70%. E nesse mesmo grupo, o número de pessoas que consomem informação pela internet ou jornais impressos é bem próximo, 34% e 38%, respectivamente. E para as pessoas com mais de 65 anos de idade, a internet passou de 5% para 14%, mas a TV ainda é a principal fonte de informação para 79%.

Os números que comprovam o aumento da participação da internet como principal fonte de informação das pessoas acompanham o crescimento de redes sociais como o Twitter e o Facebook, usados também por jornais, revistas e redes de televisão para divulgar notícias e conteúdo. Além disso, nota-se uma mudança constante na forma de consumir notícias, e conteúdo em geral, através da televisão. Hoje, as pessoas podem escolher o que querem assistir, personalizar seus canais de TV e até deixar de assistir os comerciais, esse último um desafio para a Publicidade nesses e nos próximos anos.

Fonte: http://mashable.com/2011/01/04/internet-surpasses-television-as-main-news-source-for-young-adults-study/

Alguns especialistas e estudiosos dizem que o surgimento de novas plataformas de consumo de mídia - smartphones, tablets, e-readers etc - não irão eliminar os antigos, como jornal, TV, rádio etc. É aquela mesma historinha que a gente ouve sempre de que o cinema não matou a televisão, essa não matou o rádio e por aí vai. Tudo bem, esses meios de comunicação ou de consumo de informação podem realmente não serem extinguidos. Mas até quando? Se até entre os mais velhos cresce o % daqueles que usam a internet como meio de consumo de notícias, o que será desses meios depois que as gerações mais antigas forem desaparecendo (morrendo, quero dizer, seguindo o curso natural da vida)?

Certamente que ninguém tem as respostas para essa e outras dúvidas no caminho. Ainda. Eu acredito que eles irão, sim, coexistir durante um tempo, mas um tempo com prazo limite pra acabar. E digo acabar definitivamente. Ou alguém ainda acha que daqui a 10 anos uma criança que hoje tem 5 anos vai comprar um jornal de papel? Uma revista impressa? Lógico que precisamos levar em conta diversos outros fatores como educação, renda, economia e tudo o mais que interfere no poder de consumo das pessoas no mundo e no nosso país, mas pergunto: quanto tempo levou, no Brasil, para que o número de telefones celulares ultrapassasse o número de habitantes?

Já dizem hoje, e é fato, que as classes C e D são as responsáveis pelo pelo crescimento exponencial do número de vendas de computadores, celulares, acesso a internet em aparelhos móveis e banda larga. Se mesmo com todas as condições econômicas e sociais adversas desse país conseguimos atingir o patamar em que nos encontramos hoje, por que não pensar que daqui a poucos anos estaremos, em grande parte, com nossos tablets (iPad, Galaxy etc) nas bolsas, mochilas, caminhando nas ruas, nas praias, nas escolas, bibliotecas e...? E que esse e outras plataformas digitais serão nossos principais meios de consumo de informação e conteúdo.

Só sei que estou muito ansioso para participar dessa transformação e poder contribuir com minhas ideias.